Alcançar a sustentabilidade no consultório odontológico é um desafio para os dentistas, segundo a professora Cássia Maria Fischer Rubira, da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.

Cada vez mais se fala em preservação dos recursos naturais, desenvolvimento econômico e valorização humana, o tripé de uma palavra em moda atualmente, a sustentabilidade. No Momento Odontologia desta semana a professora Cássia Maria Fischer Rubira, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, fala sobre a sustentabilidade na formação e na vida profissional do cirurgião-dentista.

Cássia explica que a odontologia mais sustentável incluí aspectos da preservação dos recursos naturais, desenvolvimento econômico e a valorização do ser humano evitando os desperdícios sem que a saúde do paciente seja comprometida. “A grande produção e o mal gerenciamento de resíduos têm agredido a natureza e provocado modificações no meio ambiente. Um dos grandes desafios atualmente a criar ferramentas que possibilitem a redução drástica da dispersão de resíduos diretamente ao meio ambiente.”

Para a professora, os resíduos dos consultórios odontológicos têm várias problemáticas, como o descarte de materiais poluentes ao ambiente e que demoram muito tempo para se degradar, mas o uso desses materiais não pode ser totalmente eliminado da prática odontológica, portanto, recomenda-se que os dentistas adotem medidas de descarte conscientes, seguindo as resoluções atualizadas da legislação brasileira. “Alcançar a sustentabilidade no consultório odontológico é um desafio para os dentistas.” A professora dá dicas de como os profissionais da odontologia podem fazer isso:

Sobre os resíduos sólidos, a professora diz que a RDC 222, de 2018, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamenta as boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde, para minimizar os riscos inerentes a esse procedimento no País,  no que diz respeito à saúde humana e animal, bem como na proteção do meio ambiente aos recursos naturais renováveis. Esta RDC prevê que em todo o serviço gerador, seja ele privado ou público, deve dispor de um plano de gerenciamento de resíduos sólidos de saúde,  fazendo uma estimativa dessa geração por grupos, conhecidos como A, B, C, D.

Como exemplo, a professora cita o grupo A, dos chamados infectantes, aqueles contaminados por agentes biológicos, que devem ser embalados em sacos brancos identificados como infectantes e a capacidade de armazenamento é sempre o limite de dois terços da capacidade e devem ser substituído ao atingir esse limite ou a cada 24 horas ou 48 horas independentemente do seu volume e encaminhado para a disposição final ambientalmente adequada. No podcast a professora ainda fala sobre os resíduos do grupo B e aqueles provenientes de materiais radiológicos.

No curso de odontologia da USP em Bauru, segundo Cássia, esse assunto é abordado em atividades contínuas, através de informes nas mídias sociais, palestras, treinamentos e eventos culturais onde a comunidade é convidada à participar, além de ações junto à comunidade como a Semana do Meio Ambiente do município. “O assunto também é abordado na disciplina de biossegurança que ocorre no terceiro semestre do curso de odontologia.”


Momento Odontologia
Produção e Apresentação Rosemeire Talamone
CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)
Edição: Rádio USP Ribeirão
E-mail: ouvinte@usp.br
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS

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